Um texto sobre: criatividade, escrever e a vida em si

FOTO: Pinterest
Estava assistindo um vídeo sobre criatividade, inclusive pretendo fazer um post contando sobre os novos canais que descobri recentemente, no vídeo falava-se sobre criatividade e aquilo de alguma forma mexeu comigo. Nem sempre somos criativos, tenho varias ideias por dia, mas tem dias que nada surge. É difícil sentar e escrever, e ultimamente tenho feito cada vez menos. Mas eu nem me proponho a tentar, por isso estou aqui porque me propus a pelo menos tentar voltar a escrever, nem que fosse sobre a falta de escrever.

Acho que tentar é o primeiro passo para um processo criativo. Sempre detestei iniciar um texto, um trabalho, uma conversa, o que quer que seja os começos são sempre difíceis para mim. As coisas melhoraram um pouco até aqui, mas ainda assim escrever sempre foi muito precioso, então eu meio que comecei a ficar mais chata com as minhas palavras. Com o tempo o perfeccionismo me alcançou, logo eu que sempre odiei a palavra perfeição. Essa palavra me causa certo desconforto, já que perfeição é algo que dificilmente iremos alcançar, e nos propor a chegar até lá é loucura. 

Recordo de sentar e escrever sobre sentimentos como quem conta sobre termino na mesa do bar com os amigos, hoje em dia me sinto escrevendo um artigo. O peso das palavras tornou-se insuportável. Então decidi falar o que tudo isso significa para mim...

Escrever é algo que me transporta para um mundo novo, escrever é como ser quem eu quiser ser, é esvaziar a mente e encher o coração de paz. Escrever é algo meio involuntário, que te puxa e você se esvai, escrever vicia, te faz querer mais, pois quando se escreve pela primeira vez, e você experimenta desse efeito causado pela escrita, você quer viver disso.

Escrever não é algo fácil, longe disso, escrever é algo mágico, simples e complicado. Colocar uma palavra após a outra é para os valentes, para aqueles que querem desvendar mistérios, que querem enlouquecer mesmo sãos, é parar o mundo em meio ao caos. Escrever é flutuar a cada palavra, se alegrar a cada vírgula e se emocionar a cada ponto final. Eu me propus a escrever porque essa é a forma mais bela que encontrei de me esvaziar. Espero sempre me lembrar dos motivos que me trouxeram até aqui. E você, o que está faltando para se propor a fazer algo, seja pela primeira vez ou não ? 

Apenas faça, no final é satisfatório.


Vamos falar sobre estilo



Depois de ver este vídeo da Rayza Nicácio comecei a refletir sobre meu estilo. Faz tempo que venho me questionando sobre o ato de me vestir. Eu sou apaixonada por um estilo mais simples. Sempre fui fã de uma boa calça jeans, na verdade, tudo que envolve jeans (risos), camisetas básicas e cores sólidas. No vídeo a Ray aborda sobre a moda neste aspecto minimalista, que inclusive tem sido pautado por varias bloggers, e a mulher negra. Enquanto ela falava no vídeo eu fui refletindo sobre como o estilo clássico, minimal e simples é taxado como o estilo "padronizado" e "elitizado".  Daí nasceu um inquietamento, pois estava me privado de aderir algo que foi/é muito distante da minha realidade, que na real era distante da minha realidade porque antes me via longe desse estilo. 

A Ray também traz um exemplo em seu vídeo, onde nos apresenta um perfil de uma garota negra lá do instagram com essa pegada minimalista e sofisticada. Durante o vídeo, antes de ver o rosto dela, não conseguia ver que ela era negra, isso foi muito impactante pra mim porque não conseguimos relacionar uma mulher negra a um estilo assim. O racismo ainda é um assunto delicado e precisa ser discutidos em todos os âmbitos, e na moda não pode ser diferente. Nós mulheres negras podemos ter o estilo que quisermos ter, independente de qualquer coisa.  

Separei algumas ideias de looks que vieram direto da minha pasta  Style lá do Pinterest. Vale ressaltar que se inspirar em minas brancas não é o problema, e sim pensar que esse estilo é designado apenas para elas. Queremos desconstruir justamente isso, então pode se inspirar a vontade e usar e abusar da criatividade.




Espero que tenham gostado das ideias. 

Meus quase 20 anos




(leia ouvindo)

Estou prestes a completar 20 anos de existência e isso parece uma loucura para mim. Quando me pego pensando no passado, na minha infância em si, sinto um quentinho no coração, mas ao mesmo tempo bate uma saudade que quase dói. A vida passou como um vento e eu nem sequer vi. Quando paro pra ver que já fazem 7 anos que me mudei de cidade, deixando tudo para trás, que há 2 anos entrei na faculdade, que há 3 anos atrás eu estava cursando meu último ano na escola e deixando mais uma parte de mim para trás. Acho que a vida é isso, a cada passo que damos em direção ao futuro é uma pedaço de nós que fica. Dói. Dói porque da saudade. Mas, quando penso em tudo que ainda quero viver, meu peito se enche de esperança, por mais doloroso que seja crescer, nós precisamos disso. Precisamos passar por momentos na vida que nos farão pessoas melhores. Eu ainda não sou tudo que eu quero ser, mas a vida é isso, a gente sempre tem que buscar mais, e tudo bem querer mais. 

Nesses 20 anos eu aprendi tantas coisas, só de lembrar quantos momentos eu chorei baixinho, abafando a minha dor, aprendendo a lidar comigo mesma. Crescer dói. Nós estamos em constante evolução. Eu sinto falta do que tive que deixar para trás para estar aqui, mas acredito que nada é por acaso, tudo tem um "Porque". Todas as vezes que imagino como seria se eu ainda morasse na mesma casa, na mesma cidade, com mesmos amigos, vivendo naquela rua, com mesmos vizinhos, uma lágrima escorre. Não dá pra saber como seria, mas tinha que ser assim. Por mais doloroso que seja deixar de fazer parte da vida de tantas pessoas, a vida é esse constante movimento. Eu completo 20 anos, e o peso de duas décadas começa a fazer uma diferença. 

Se eu pudesse falar com cada Raphaela, na infância e na adolescência eu diria: Não desista, você é linda, não deixe que ninguém te diga o contrário, você pode, vai doer, mas vai passar, nenhuma luta dura mais que uma noite, acredite, o sol vai raiar pela manhã. Faz tempo que eu queria falar sobre mim, sobre como tem sido essa evolução. Agora, com 20 anos eu consigo me amar. 

Eu entendi que a beleza que eu tanto queria que vissem em mim, era algo que vinha de dentro para fora. Eu entendi que, enquanto eu não me sentisse e me achasse bonita, ninguém iria fazer isso por mim. Quando me elogiam, eu penso no porque não me disseram isso antes, e é justamente por isso, eu não me achava bonita. Hoje com (quase) 20 anos, eu vejo como eu consegui me encontrar, me entender e me amar profundamente. Essa Raphaela que vos escreve, não é mesma de ontem, nem de 5 anos atrás, muito menos a mesma de amanhã. Eu entendi que mudar faz parte, e eu estou aberta a mudanças. 

Que meus 20 anos sejam leve, seja bondoso comigo, me ensine muitas coisas, me leve para muitos lugares e simplesmente me faça feliz. 

Resumo da vida #BEDA02


Final do semestre chegou como quem chega chutando a porta. Vários trabalhos, poucos prazos e zero paciência. Comecei no estágio, seria lindo se não fosse trágico pegar um estágio no final do semestre. As coisas ficaram um pouco bagunçadas durante as ultimas semanas de julho, e em alguns momentos parecia que eu não ia consegui sobreviver, mas a gente sempre consegue. 

A cada correção de texto enviada pelos professores, sentia que progredia um pouco mais, mas ainda tenho alguns erros bobos na escrita. Minhas leituras resumiram-se em um livro do Antônio Prata, que eu carrego na bolsa para ler enquanto espero alguma coisa, gosto como as crônicas dele conseguem me acalmar. As sátiras e humor pela manhã me ajudaram nesses últimos dias. Preciso ler mais (anotar)A vida nem sempre é mil maravilhas né mores, então claro que teve dias daquele choro básico e daquela tpm maldita que pega a gente toda f#$@ para pior ainda mais a situação. 

Tirando toda a correria, fazia algum tempo que eu queria voltar a blogar, mas a vida adulta/jornalistica suga todas as minhas energias e acaba desanimando. Reconheço como é importante manter um cantinho para poder escrever por prazer, nem que seja uma frase, mas em minha defesa eu chegou muito cansada. Quero manter a frequência de posts pós BEDA, até porque é uma forma de treinar a minha escrita. 

Mesmo com semestre 2017/1 tendo acabado em agosto, dando apenas 2 semanas de férias, eu estou feliz. Aprendi que na vida nunca estaremos satisfeitos, e tudo bem. Hoje é o segundo dia do BEDA para mim e eu estou animada para voltar a escrever e pesquisar pautas que eu realmente queira escrever. A faculdade as vezes nos faz esquecer os motivos que nos fizeram chegar até aqui. Me lembrar sempre do que me fez vir até aqui (anotar)